Quem são essas
pessoas Audaciosas e espevitadas que precisam do “saberprática” da assim
denominada Educação Especial? O livro Audaciosos e espevitados – limites que
são linhas ultrapassadas – apresentam que tais pessoas ultrapassaram os limites
do sujeito moderno que controla sua razão, individualista e ampliaram suas
possibilidades como seres humanos. São pessoas repletas de possibilidades, ricas
e amplas, são sujeitos com a razão ampliada, e que não são limitados na
atribuição de sentido, da experiência mesma. O sentido do ser e o do fenômeno
não está separado. Para assim compreendermos a intersubjetividade como
movimento do sujeito encarnado para o encontro com o outro dialogamos com Edmund
Husserl, Maurice Merleau-Ponty, Emmanuel Lévinas e Paulo Freire. Em Husserl a
fundamentação enquanto universalidade está no outro. As alteridades se
apresentam. Trata-se de pensar a intersubjetividade como movimento do sujeito
encarnado corporal para o encontro com o outro – eles existem e estão na sua
frente. São pessoas que são mais do que elas próprias sabem de si mesmas – elas
são infinitas em sua possiblidades. Quem são os cadeirantes? As Audaciosas
Espevitadas com rematóide juvenil? Ou Sangue Bom cegos, surdos, deficientes
mentais? Diante deles imagine você colocando em suspenso o que sempre pensou,
imaginou. Diante deles interrogue a você mesmo: os seus preconceitos, seu
positivismo, seu dualismo, suas ideias de normal/anormal, seu arraigamento com
o certo e o errado, em alguns momentos parecerá que não há chão para pisar, um
chão que nunca esteve lá, mas que sempre pensou que estivesse, e que ainda é difícil se livrar
dele, pois sempre há muita gente que está lhe puxando para ele, pois o chão existe
para muitos.
O autor se dirige a quem?
Professores,
pais, funcionários de RH, empresários, médicos, enfermagem – quem cuida de
pessoas.



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